quinta-feira, 20 de junho de 2013

SEQUÊNCIA DIDÁTICA
Crônica Narrativa - 6º Ano
Texto: Avestruz
Autor: Mário Prata


  1. ANTES DA LEITURA
  • Expor na lousa o título e o autor da crônica.
  • Comentar sobre a vida e obra de Mário Prata.
  • Levantar os conhecimentos prévios dos alunos.
  • Já viram um avestruz pessoalmente?
  • Onde vive este animal?
  • Sobre o que o texto vai falar?
  • Mostrar imagens de um avestruz em slides.
  • Levantar as características de um avestruz (peso, habitat, curiosidades, etc.).

  1. DURANTE A LEITURA

  • Leitura compartilhada.
  • Fazer inferências.
  • Acha normal criar um avestruz em um apartamento?
  • Você teria um avestruz?
  • Que outros animais são possíveis criar em um apartamento?
  • Alertar para as caraterística da crônica.

  1. APÓS A LEITURA
  • O que achou da história?
  • Você teria a impressão de que iria ganhar um avestruz?
  • Por que você acha que ele se convenceu de trocar o animal?
  • O menino fez certo em trocar um avestruz por  cinco gaivotas e um avestruz.
  • O que dá o tom de humor ao texto?

quarta-feira, 19 de junho de 2013

TEXTO: “AVESTRUZ” de Mário Prata
Público alvo: 8º e 9º anos.
Tempo: 06 aulas.
Recapitulação dos elementos da narrativa, em especial, o foco narrativo; características da crônica; leitura compartilhada; leitura coletiva e produção escrita.
Competências e habilidades: identificar os elementos da narrativa, conhecer o gênero “crônica narrativa”, interpretação de um texto pertencente ao gênero crônica.
Estratégias: estudo do gênero e dos elementos da narrativa; leitura e interpretação do texto “Avestruz”; discussão com os alunos fazenda as devidas intervenções.
Recursos: Texto impresso, datashow, sala de informática.
Antes da leitura
Levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos
Nós vamos trabalhar com uma crônica.
A respeito do gênero:
1 - O que é uma crônica?
2 - Já leram uma crônica?
3 – A crônica é um texto longo ou curto?
4 – Quais assuntos a crônica apresenta?
Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego "chronos" que significa "tempo". Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados à arte, ao esporte, à ciência, etc.
Os cronistas procuram descrever os eventos relatados na crônica de acordo com a sua própria visão crítica dos fatos, muitas vezes através de frases dirigidas ao leitor, como se estivesse estabelecendo um diálogo. Alguns tipos de crônicas são a jornalística, humorística, histórica, descritiva, narrativa, dissertativa, poética e lírica.
A crônica que nós vamos trabalhar é de Mário Prata.
A respeito do autor:
1 - Já ouviram falar de Mário Prata?
2 – Já leram algum texto escrito por ele?
3 – Vocês acham que ele já morreu?
A respeito do título:
“Avestruz”, um texto com esse título vai falar sobre o quê?
1 - Vocês conhecem a avestruz?
2 - Já viram uma?
3 – Como são?
4 - Onde vivem?
5 – O que comem?
  • O que significa a expressão: “ter um estômago de avestruz?”

Durante a leitura
O profesor deve fazer a leitura compartilha do texto para o levantamento de hipóteses.
AVESTRUZ
MÁRIO PRATA

O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos (o que vocês acham que ele pediu?), uma avestruz. (Isso é comum?) Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento emHigienópolis, São Paulo. (É possível criar uma avestruz em um apartamento?) E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha (Por que a culpa era dele?). Sim porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto. (Se o filho morava em Higienópolis, como viu a ave em Floripa?)
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. (Porque será que ele disse “se é que podemos chamar aquilo de ave”?) A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que ser assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse:Struthio Camelus Australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa(Vocês sabem o que é menopausa?) não tem, portanto, TPM (E TPM vocês sabem o que é?). Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
(Quantas avestruzes podem nascer por ano?) Podem gerar de 10 a 30 crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. (Será? O que vocês acham? Por que o menino só muda de ideia a partir do conhecimento dos hábitos alimentares da ave? Você agiria da mesma forma?) Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu. (O que será que o narrador fez?) Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
Depois da leitura
Por que será que o menino gosta e quer criar em casa animais tão distantes da realidade urbana?
Mostrar imagens aos alunos: do avestruz e de outros animais exóticos que algumas pessoas possuem.
Recuperar oralmente a crônica, respeitando a sequência dos fatos.Esse procedimento será realizado coletivamente e o professor irá registrar na lousa os fatos elencados pelos alunos.
  • Posicionar-se perante a situação: e se o menino persistisse na ideia de ter uma avestruz? Como seria? (Oralmente)
  • O que você acha das pessoas que possuem animais de estimação exóticos?
  •       Exibir o filme “Os pinguins do papai”, para as comparações finais, exaltando a diferença, de que o menino queria receber um presente inusitado, mas acabou desistindo e pensando em outro; já no filme, o protagonista  recebeu um presente que não era esperado, acabando adaptando o próprio apartamento para os pinguins.


  • Levando em conta o texto “Avestruz” de Mário Prata e o filme “Os pinguins do papai” produzam em grupos de quatro alunos, uma narrativa com o título: “Um estranho na família”.
  • Socialização dos textos produzidos pelos grupos.
  • Pesquisas em duplas na SAI sobre os  temas:
1- biografia do autor;
2- outras crônicas; www.marioprataonline.com.br
  • Socialização dos trabalhos.

BIBLIIOGRAFIA

  1. Kleiman, Angela. Oficina de Leitura: teoria e prática. Campinas, SP: Pontes, 3ª edição, 1993.
  2. http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes_pde/md_marli_aparecida_tiene_cruz.pdf
  3. Projeto tecendo leituras da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo – 2005
  4. DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita – elementos para reflexão sobre uma experiência suíça (francófona). In: Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado das Letras, 2010.
  5. ROJO, R. H. R. (2002) A concepção de leitor e produtor de textos nos PCNs: “Ler é melhor do que estudar”. In M. T. A. Freitas & S. R. Costa (orgs) Leitura e Escrita na Formação de Professores, PP.31-52. SP: Musa/ UFJF/INEP-COMPED.
  6. Caderno do professor. Língua Portuguesa: ensino fundamental. 5ª. série. 1º. Bimestre/Eliane Aparecida Aguiar – São Paulo: SEE, 2008.
Wilson Ademir Castelo
Situação de Aprendizagem a partir do texto “Pausa”, de Moacyr Scliar

Público-alvo: séries finais do Ensino Fundamental II

Antes da leitura

  • Explorar com a turma os sentidos da palavra “pausa”.


  • Lançar a questão: o que se espera de um texto chamado “Pausa”?

Durante a leitura

  • Leitura em voz alta, feita pelo professor, até o trecho em que o personagem Samuel chega ao hotel.

  • Neste momento de pausa da leitura, questionar os alunos sobre os personagens principais do conto – Samuel e a esposa – e pedir a eles que levantem hipóteses sobre o que Samuel estaria fazendo num hotel, num domingo pela manhã, sem a esposa.

  • Prosseguir e concluir a leitura.

Após a leitura

  • Fazer coletivamente a checagem das hipóteses levantadas na pausa feita durante a leitura: elas se confirmaram?

  • Discutir sobre a provável surpresa do final e os aspectos relacionados às atitudes do personagem a partir das seguintes questões, que devem ser registradas e comentadas no caderno:

1. Por que alguém passaria um domingo, sozinho, num quarto de hotel apenas para dormir?
2. Como lhes parece a relação do personagem com a esposa? (Atentar para a descrição que o narrador faz dela: “azedume na voz”)
3. Fazer o levantamento de dados no conto que fazem parte do cotidiano apressado de muitas pessoas, como: despertadorsanduíches.
4. Que relação tem o título com um domingo?
5. Aos domingos espera-se que as pessoas passem seu tempo com a família. O que surpreende na atitude do personagem Samuel?
6. Por que a necessidade de se isolar para sonhar?
7. Por que a necessidade de sonhar?
8. Que relação é possível se fazer entre a rotina de um cotidiano apressado e a necessidade de quebrar essa rotina?

  • Fazer o levantamento das palavras cujo significado não tenha ficado claro para os alunos. Ajudá-los a, por meio do contexto e, se necessário, por meio do dicionário, chegar ao significado mais adequando para elas dentro do texto. Se preciso, registrar no caderno essas palavras, fazendo um pequeno vocabulário do texto.

  • Observar que muitas das palavras que podem apresentar alguma dificuldade quanto à compreensão do significado têm um importante papel de caracterização e adjetivação dentro do conto. Exemplos: sobrancelhas espessasazedume na voz, escada vacilante, cenho franzido, sonslongínquos, chão carcomido, dor lancinante...

  • Registrar no caderno os elementos da narrativa que se apresentam no conto: narrador, foco narrativo, personagens, discurso direto.

Intertextualidade

O conto “Pausa” permite um trabalho de intertextualidade com outros textos, os quais exploram também o tema da rotina, do cotidiano, às vezes frio e opressor, e a necessidade de fugir dessa rotina de maneiras diferentes, como se observa nas letras das músicas

“Cotidiano”, de Chico Buarque http://letras.mus.br/chico-buarque/82001/

“Mar de gente”, do grupo O Rappa http://letras.mus.br/o-rappa/79787/

e no conto

“Passeio noturno”, de Rubem Fonseca


Avaliação

Primeiramente, ocorrerá ao longo do desenvolvimento da Situação de Aprendizagem, observando a participação, o envolvimento e os registros realizados pelos alunos no caderno.
Após, a conclusão do trabalho de compreensão e análise do conto e da leitura e apreciação dos textos com os quais ele dialoga, deve-se propor as seguintes atividades de produção, dando aos alunos a possibilidade de escolherem qual lhes parece mais agradável de ser feita ou dividindo a turma em grupos para que cada um realize uma das atividades e apresente para os demais:

1. A criação de um conto no qual o narrador deverá relatar o domingo da esposa do personagem Samuel.

2.  Criação de poesia sobre os temas pausacotidianorotina e/ou sonho.

3. Cartaz feito com desenho e/ou colagem, que represente os temas pausacotidianorotina e/ou sonho.

Valter Pelegrini Junior
A TEORIA NA PRÁTICA - SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Crônica “AVESTRUZ” de Mário Prata
(Atividades para o 6º ano)

Aquecimento
·         Você já ganhou um presente e não tinha como ou onde guardá-lo?
·         Já pediu um presente e depois acabou nem usando/brincando com ele?
·         Que presente você até gostaria de ganhar, mas não tem espaço na sua casa para ele?

Conhecimentos prévios
·         Você já viu um avestruz?
·         Pedir aos alunos que desenhem um avestruz conforme eles se lembrarem.
·         (no caso dos meus alunos) Já estiveram em um apartamento? Descrevê-lo.
·         Seria possível criar um avestruz em um apartamento?
·       Que outros animais não é possível criar em um apartamento e em casas pequenas com pouco ou sem nenhum quintal?
·         Passar o trailer do filme “Os Pinguins do Papai” e discuti-lo oralmente.
·         Relembrar as características já estudadas sobre a crônica.

Durante  a leitura
·         Pedir para irem grifando as palavras desconhecidas e comentar ao final da leitura junto com eles o significado delas com a ajuda dos próprios alunos, pedindo-lhes que façam pequenas anotações no próprio texto, pois serão retomados nas questões de estudo do texto.
Obs. O trabalho com o léxico nos textos de Mário Prata é importante, pois a escolha dele confere ao autor bastante originalidade.

Estudo do texto
·         Questões sobre os elementos da narrativa e das características da crônica (em geral para serem retirados do próprio texto).
·    Questões com as palavras grifadas e trabalhadas durante a leitura, trocando-as por sinônimos, utilizando o dicionário.
·         Questões sobre o entendimento do texto, de preferência em alternativas estilo Saresp. Nestas questões, deve-se explorar a definição de ironia, humor e sarcasmo próprios dos textos de Mário Prata.
·         Questões que retomem os adjetivos caracterizando o avestruz e o garoto da história. Explorar ainda a opinião do autor e dos alunos sobre o avestruz, incentivando-os a formarem sua própria opinião sobre o animal.

Conhecendo o autor
·         Assistir pelo Youtube a uma pequena entrevista ( 7 minutos aproximadamente) que o autor Mário Prata concedeu a rádio Trip FM.
   Passar para eles uma pequena biografia com lacunas para que eles preencham com as informações obtidas através do vídeo e com um quadro de banco de palavras

Leitura complementar
·         Assistir ao filme “Compramos um Zoológico” e, seu possível, visitar um Zoológico, para uma leitura de outros tipos de linguagem como a cinematográfica e a de mundo.


·         Outra opção de filme, seria assistir integralmente ao filme os “Pinguins do Papai” citado no início da atividade

·         Leitura comentada e compartilhada de outras crônicas do autor, como:
“Criança diz cada uma...”
“A bola”
“A cueca e o buraco da cueca”
Obs.: É preciso atentar com cuidado para as crônicas selecionadas, pois muitas não seriam adequadas para as crianças do 6º ano, ou causariam muita polêmica desnecessária. Este momento de leitura complementar deve priorizar a leitura compartilhada e comentada oralmente, aprofundando as discussões diante de tudo que foi estudado através da crônica inicial “Avestruz”.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Minha experiência leitora iniciou-se com prematura ânsia pelo conhecimento por meio da observação de minhas irmãs mais velhas em manuseio de obras clássicas. Estavam elas a discutirem afoitas sobre suas leituras e questionei-me sobre o que realmente estava causando aquele prazer. 
Ao pedir para participar, riram e me direcionaram à sala de casa, onde meu pai possuía uma pequena coleção de obras literárias. Pensei em pegar um que, de imediato, disseram não se tratar de uma obra literária para a minha faixa etária: "A aldeia sagrada", de Francisco Marins. Fiquei decepcionado, mas acatei o conselho e principiei-me pela aventura com obras menos densas em conteúdo subjetivo. Desbravei o universo da 9ª Arte, mas sabia que deveria ler algo que pudesse participar também das discussões com elas.
Qual não foi a surpresa delas ao saberem que eu havia lido "Don Quijote", de Miguel de Cervantes Saavedra. E que não se tratava de alguma versão infanto-juvenil, mas sim a versão na íntegra da maravilhosa obra espanhola. 
A discussão me rendeu muitos abraços, elogios e até beijinhos...
O prazer pela leitura surgiu dentro do âmago familiar.

Wilson Ademir Castelo

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Situação de aprendizagem "Meu primeiro beijo" de Antonio Barreto



(Sequência didática para o 8º ano)

Ativação de conhecimentos prévios

  • O que é o beijo?
  • Existem beijos diferentes?
  • Já beijaram alguma vez?
  • Como foi, onde foi, com quantos anos?

Contextualização durante a leitura

  • Fazer a leitura participativa com os alunos e refazê-la com entonação, fruição e ritmo.
  • Explorar vocabulários, sublinhar palavras desconhecidas para o trabalho com o dicionário e pesquisas.
  • Qual o tema trabalhado no texto, exige conhecimentos específicos de outras áreas? (É possível uma interdisciplinaridade com professores de química e biologia)
  • Qual impressão e sensação o texto lhe causou?
Desenvolvimento do estudo
  • Questões sobre os elementos da narrativa: A história é narrada em que pessoa? Justifique com elementos do texto. É possível perceber o tempo em que acontece a história, psicológico ou cronológico? Os personagens e o espaço que estão inseridos? Qual o enredo do texto?
  • Questões para descobrir o gênero e o tipo de texto: Quem é o protagonista? Quem é o autor? ( levar os alunos à informática ou mostrar informações de quem é Antonio Barreto)) Qual o possível público alvo? Conta história de alguém ou de si? Existem marcas argumentativas? Caracteriza-se pela existência de moral na história? São dados verídicos com referência?
  • Questões para entender o texto: O que a personagem principal relata, quando, onde e com quem aconteceu? Por que o garoto era conhecido como “Culta, Cultura inútil e Paracelso”? (Levar os alunos à informática ou mostrar informações de quem é Paracelso) O que fez a menina “dar uma chance a ele”? Descreva como foi o tão esperado momento? Durante toda a experiência, que marcou a menina, as sensações foram as mesmas?
  • Questões sobre a estrutura da linguagem: Quais adjetivos existentes no texto que caracterizam as personagens, os espaços e as ações? Quais pronomes são utilizados, eles facilitam a coesão no texto? A maioria dos verbos está conjugado em que tempo? Quais discursos é possível perceber, direto, indireto ou indireto-livre? Existem figuras de linguagem? Dê exemplo.
Atividades complementares

  • Alguns textos podem ser analisados em conjunto:O primeiro beijo” – Clarice Lispector, uma narrativa que representa o mais íntimo da descoberta e o choque da primeira vez. “Eduardo e Monica” – Legião Urbana, por ser também um relato e contar a história de um jovem casal, além da melodia que estimula nossos alunos e deixa nossas aulas mais atraentes. Enfim são questionamentos diversos, cabe ao professor adaptar a realidade da turma e fazer as alterações que forem necessárias. Algumas questões podem ser de alternativa levando o aluno ao raciocínio lógico, podem ser exercitadas mais profundamente de acordo com o tema que se vem trabalhando em sala, fazer ilustrações, também é uma alternativa lúdica para estimular a leitura e é possível até criar um curto teatro para maior expressividade e entonação.

domingo, 9 de junho de 2013

A minha experiência como leitor iniciante no mundo literário foi de certa forma prazeroso e espinhoso ao mesmo tempo, pois tive alguns embates com uma certa professora de português. Bom, deixarei de apresentações, andemos com este texto.

Lembro que na quinta série tive uma professora de português um tanto quanto "chata". Ela nos obrigava a ler "variados livros", como Cachorrinho Samba na fazendaCachorrinho Samba na cidade, Cachorrinho samba num sei onde... Enfim, eu achava, no início, uma tarefa enfadonha, muito embora tivesse um tio escritor e o pessoal em casa sempre tivesse incentivado a leitura. A tal professora queria discutir o porquê havíamos gostado ou não da leitura. E como já disse, eu a achava uma "mala", portanto, queria desafiá-la, queria saber mais sobre o livro do que ela. Assim, pegava livros e livros pra ler e perguntava se ela já havia lido, e quando ela, humildemente, dizia que não, eu me sentia satisfeito.

Após esta fase de "enchedor de saco", eu me lembro de ter lido a série vagalume, e ter adorado. Se bem que hoje não recomendo mais pra mulecada, há vários livros mais recentes que despertam o interesse deles, como a série sensacional de histórias dos Karas, de Pedro Bandeira. Na sétima série li Vidas Secas, e puxa, meu Deus! Que dificuldade. Hoje acho fantástico. Se me recordo bem, foi pouco depois dessa época que comecei a ter contato com a poesia do Mario Quintana e comecei a escrever poemas, os quais escondo até hoje de todos.

Hoje, acredito que gosto de tudo, leio desde o teatro de Oduvaldo Vianna até os contos da literatura marginal de Ferréz. Mas se pudesse citar um livro pelo qual sou apaixonado é Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva. Esse vale a pena!

Assim, o mundo das letras, da fantasia, da palavra e da imaginação me despertou desde cedo. No início com um embate bobo de uma criança com uma professora. Depois, de um adulto que se torna professor e segue os mesmos passos do mestre (a tal professora chata) e deseja ser alguém que também poderá passar pela vida de alguém e deixar rastros de humanidade, porque, meus caros, a literatura é isso, nos torna mais humanos.


Valter Pelegrini Junior

quarta-feira, 5 de junho de 2013

INFINITO

“Talvez não haja na nossa infância dias que tenhamos vividos tão plenamente como aqueles que pensamos ter deixado passar sem vivê-los, aqueles que passamos na companhia de um livro preferido...” (Trecho do livro: Sobre a leitura - Marcel Proust)
Começo com este prefácio de Proust, pois ao ler este livro há alguns meses atrás fui transportada a um tempo, não muito remoto, de minha infância. Tinha por volta de 9 anos quando li um livro que me instigou por demais, Robinson Crusoé de Daniel Defoe, uma história instigante sobre a sobrevivência de um solitário marinheiro numa ilha deserta durante 25 anos, fiquei entusiasmada com o prazer que essa leitura proporcionou e daí por diante os livros são minhas passagens para o infinito.
Como disse, Anna Verônica Mautner, “Ainda bem que poetas existem para falar sobre a dor...” Um outro livro que me paralisou diante a “dor” da existência já na faculdade foi, Água Viva de Clarice Lispector, “...O presente é o instante em que a roda do automóvel em alta velocidade toca minimamente o chão. E a parte da roda que ainda não tocou, tocará num imediato que absorve o instante presente e torna-o passado...” Esse, instante já, tão intenso descrito por Clarice que penetra profundamente na dor da volatilidade, me levou a refletir como nunca no tempo e no pensamento. A novidade na linguagem como se fosse literalmente o mundo das ideias, caracterizado pela “falta” de coerência, de conexão ou de sequência lógica, com imagens detalhadas muito semelhantes à que criamos em nossa mente procurando um significado denotativo, as vezes ridículo, ao sentido figurado das comunicações. É um entrar no eu, que sem querer nos encontramos face a velocidade em que nos vemos inseridos. A leitura sem dúvida, é uma passagem para o infinito, mesmo que esse infinito seja você mesmo.