A leitura é parte integrante do meu eu, não existo sem ela,
sinto falta dela, necessidade, se fico sem ela, sinto-me pela metade. E não adianta
ser leitura do trabalho, imposta por ele ou para informação, tem que ser uma leitura
que me faça viajar, transcender o mundo daquele momento, me ajudar a relaxar e
esquecer as outras coisas todas. É como se eu nunca estivesse competente o
bastante em relação a ela e, portanto, precisasse mais e mais dela. Ou talvez
seja um vício.
Escrever sempre foi uma necessidade também, embora a deixe de
lado muitas vezes. Mas gosto muito de
escrever poemas, artigos e gostaria muito de conseguir inventar histórias,
escrever um romance, ou um livro de contos. Já não sei se minha competência
escritora chegaria a tanto. Sei que deveria escrever mais.
Na escola, a leitura e escrita sempre foram os melhores
momentos, embora não tenha tido professores que as estimulassem de fato.
Entretanto, criava os meus próprios incentivos juntamente com outros colegas,
sem pretensão alguma, trocávamos livros e escrevíamos cartas uns para os
outros, mesmo nos vendo diariamente. Não havia internet, mas creio que
buscávamos uma outra forma de comunicação e de alguma maneira a escola deve ter
tido sua parcela de incentivo, mesmo que tenha sido o de despertar a
curiosidade.

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